sábado, 25 de julho de 2009

A Anita hoje tem 1 ano e 10 meses. Já passamos o que nunca imaginávamos... Ela já ficou muito mal mesmo. Quanto a Gastrostomia, desde o princípio foi super tranquilo. Sempre bem linpa, nunca infeccionou nem nada. Ela trocou então pelo Botton Mic Key e quando tirava a sonda antiga por endoscopia, ficou presa na esfíncter e deu um edema de glote. Foi direto pra UTI. Chegou as 10 da manhã e quando voltamos para a visita as 15 ela já havia extubado! =) Safada!
Nas internações desde o início desse ano, percebemos que ela não tem veias boas. Além de que elas mal tem tempo de se recuperar de uma internação, as veias ficam secas. Chegam até a sujar o 'abocate' mas não reflui... Ja tentaram fazer PIC nela, mas sempre sem sucesso. Já fez FLEBO algumas vezes.
Ela passou bem dizer o fim do mês de janeiro, o mês de fevereiro inteiro e parte do mês de março internada. Outra infecçaõ anaeróbia. E de brinde, quando estava no 9º dia de antibiótico (vanco e clinda), uma infecção hospitar... =( Dessa vez ela passou muito mal mesmo. Estava ligada direto no O2 e não tinha como tirar... A médica que a internou pensou até em ligá-la em um respirador, mas o neuro dela disse achar perigoso pelo fato de talvez não conseguir tirar-lá. Nessa internação ela fez uma bradicardia importante. Estava com monitores e a saturação boa (90%) e os batimentos cadíacos começaram as cair... algo do tipo 40 batimentos pro minutos. Desespero total na pediatria. Eles trocaram de monitor porque alegaram que era o aparelho, depois e sensor, mas não adiantou trocar nada. Um médico chegou e parou para contar os batimentos, contou 70 e no monitor marcava 82... quer dizer... Eu não sabia mais o que fazer. Em 2008 apareceu do nada um sopro no coração dela, por 3 vezes no eco, mas do mesmo jeito que chegou, sumiu. Infelizmente o cardiologista dela não estava na cidade e quem veio não botou muita fé no que eu disse... E ainda disse que era normal (normal??) o coração bater 70x/min... Num bebê? Acordado? ... Ok! Ela também precisava drenar a secreção do pulmão, pois a infecção pegou quase o lado direito intero... Mas também ficamos na mão. Felizmente ela ficou bem. Mas só para dar uns sustos extras, fazia cianose e não tinha caimento nem da saturação ou dos batimentos. Daí fazia queda de saturação, sem cianose e sem queda dos batimentos. Ou fazia queda dos batimentos, sem cianose e sem queda da saturação... Isso sim é complicado! Assim que saímos do hospital fomos direto no cardiologista tentar conseguir explicações... Mas o que ele disse é que essas crianças (especias) não seguem nenhum padrão. É como se tudo o que eles estudaram tivesse que ser reavaliado. Cada criança é diferente. Por isso, no hospital, as enfermeiras estão acostumadas a seguir padrões, mas a sorte é que aqui em joinville, na unimed, elas já conhecem minha filha. E quando o bicho pega elas não ficam esperando outros sinais...

Um comentário:

  1. Marli Silva Avancini27 de julho de 2009 20:20

    Nem sempre o que está escrito é o que vale. Nestas crianças "especiais", especial tambem é a equipe que com o tratamento acaba conhecendo mais e mais,. a intuição fala muito alto nestes casos, lógico seguido de conhecimento.

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